quarta-feira, 1 de julho de 2015

Boas férias




A equipa da biblioteca deseja a toda a comunidade escolar umas boas férias e de preferência na companhia de boas leituras!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Cascata de Santos Populares

Visite a cascata que construímos da biblioteca da Escola Básica de Alfena com a colaboração dos alunos da educação especial.




terça-feira, 2 de junho de 2015

Conto Andarilho

Esta atividade foi  iniciativa da Biblioteca Municipal de Valongo em colaboração com os docentes do 3.º ano do 1.º ciclo do ensino básico e as bibliotecas escolares do concelho.
Este foi o conto realizado no nosso agrupamento.




No passado dia 25, no Forum Cultural Vallis Longus, foi apresentado ao público 
 o produto do trabalho conjunto: um livro digital, intitulado Contos Andarilhos.

 Contos Andarilhos

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Visita a Braga

Como já é tradição no nosso agrupamento, decorreu, ontem,  a visita de estudo anual da Biblioteca Escolar, que, este ano, foi a Braga.Esta visita é um prémio atribuído a 50 alunos das escolas EB1/JI de Cabeda, Secundária e EB 2/3 que melhor uso fizeram das Bibliotecas das respetivas escolas, durante este ano letivo.  Aprendemos muitas coisas, de forma divertida!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Recordar abril


Porque é urgente falar, porque é urgente lembrar, porque é urgente...

Abril

Havia uma lua de prata e sangue
em cada mão.

Era Abril.

Havia um vento
que empurrava o nosso olhar
e um momento de água clara a escorrer
pelo rosto das mães cansadas.

Era Abril
que descia aos tropeções
pelas ladeiras da cidade.

Abril
tingindo de perfume os hospitais
e colando um verso branco em cada farda.

Era Abril
o mês imprescindível que trazia
um sonho de bagos de romã
e o ar
a saber a framboesas.

Abril
um mês de flores concretas
colocadas na espoleta do desejo
flores pesadas de seiva e cânticos azuis
um mês de flores
um mês.

Havia barcos a voltar
de parte nenhuma
em Abril
e homens que escavavam a terra
em busca da vertical.

Ardiam as palavras
Nesse mês
e foram vistos
dicionários a voar
e mulheres que se despiam abraçando
a pele das oliveiras.

Era Abril que veio e que partiu.

Abril
a deixar sementes prateadas
germinando longamente
no olhar dos meninos por haver.


                                   José Fanha


A madrugada da noite

Tantas estrelas sem brilho
Planetas obscurecidos
Este, o nosso, adormecido
Na longa noite de frio.
Foram tantas as derrotas!
E botas, chaimites, caixões,
Indeléveis nos papéis,
De aerogramas funestos…
Quimeras, mães e noivas.
Destroçadas-
As vidas, o sonho…
E os lenços agitados
No embarque.
Mas abril surgiu, abriu, conseguiu…
E do medo se fez luta!
E da luta labuta…
Constante, serena, impoluta.
E a rua se fez festa
Na madrugada d’abril.
E a vida sorriu…
E este planeta, o nosso, rodou
E uma nova manhã nasceu!

Otília
24 de abril de 2014